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Pesquisa revela como se dá o uso de smartphones no Brasil

Oito em cada dez brasileiros que possuem smartphone acabam estourando seus pacotes de dados antes do final do período programado para utilização. Essa é uma das conclusões da pesquisa Global Mobile Consumer Survey 2017, realizada pela Deloitte – empresa que oferece serviços de auditoria, consultoria empresarial, assessoria financeira, gestão de riscos e consultoria tributária para clientes públicos e privados – com 2.000 entrevistados no Brasil. O estudo destaca as características de uso intenso dos celulares, assim como a costumeira falta de planejamento de gastos dos consumidores.

De acordo com o levantamento, mais da metade das pessoas consultadas que contratam serviço de dados para acessar a internet possuem pacotes limitados, menores que 3GB de capacidade, enquanto 20% não sabem sequer qual é o tamanho do plano contratado com a operadora.

Diante do uso intenso, três de cada cinco brasileiros que responderam à pesquisa disseram que tentam reduzir ou limitar o uso de seus smartphones: 29% afirmaram que desligam a conectividade de dados do aparelho para economizar; 28% desativam as notificações de áudio, e outros 28% simplesmente desligam os aparelhos durante a noite.

Além disso, o estudo da Deloitte mostra que, apesar de 87% dos entrevistados terem revelado já possuir ou ter acesso a um smartphone, 62% pretendem adquirir um no próximo ano. O segundo equipamento mais desejado no país é o notebook (31%), seguido pelo tablet (28%).

Aplicativos de troca de mensagens são os mais utilizados pelos brasileiros

Hábitos excessivos

O estudo Global Mobile Consumer Survey 2017 também demonstra os hábitos excessivos na utilização dos smartphones. Quase metade (45%) dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos consultados disse checar notificações de mídias sociais no meio da noite. Na média geral, entre os participantes de todas as idades, esse hábito afeta 33%.

O uso exagerado também se mostra um fator de atrito entre muitos casais: 56% dos participantes que têm um relacionamento estável consideram que seu parceiro passa muito tempo mexendo no celular. A opinião sobre excessos é ainda mais marcante entre os pais, já que 63% deles avaliam que seus filhos usam muito o equipamento. Quando a questão é autocrítica, 50% reconhecem seus próprios abusos.

No ambiente de trabalho, quase dois terços (64%) dos brasileiros entrevistados pela Deloitte admitem utilizar com frequência seus aparelhos para uso pessoal em pleno horário de serviço. Apenas 4% afirmam nunca fazer esse uso e 31% o fazem eventualmente.

Mensagens instantâneas

Os aplicativos de troca de mensagens instantâneas são os mais utilizados pelos brasileiros consultados na pesquisa. Quase a totalidade deles (94%) confirmou ter esse tipo de solução em seus smartphones. O segundo grupo de apps mais lembrado é o de redes sociais (89%), seguido pelos de e-mails (82%).

Já o meio de conectividade com a internet preferido no país é a conexão Wi-Fi, apontada como a mais utilizada por 84% dos que responderam ao estudo. As redes de dados móveis foram indicadas como preferenciais por somente 16% das pessoas.

Estudo

A atual edição do Global Mobile Consumer Survey foi feita concomitantemente pela Deloitte em mais 21 países (Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Holanda, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Noruega, Reino Unido, Rússia, Suécia e Turquia). A pesquisa foi respondida, por meio de questionários eletrônicos, por mais de 40.000 pessoas de 18 a 55 anos.

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